30 setembro, 2009

A proporção da gratidão.


Nem sempre receberemos das pessoas
 algo em troca do bem que realizamos.


Um dos dez, vendo que fora curado, voltou, dando glória Deus em alta voz, e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus, agradecendo-lhe e este era samaritano.

Então, Jesus lhe perguntou: Não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove?
Lc.17:15-17


O Grande Agostinho de Hipona, popularmente conhecido como Santo Agostinho, um dos grandes teólogos da igreja de todos os tempos. Escreveu uma obra em formato de oração denominada “Confissões”.Nesta obra, de caráter biográfico ele registra todos os acontecimentos da sua vida desde a sua infância, formação intelectual, sua vida desregrada, as inúmeras orações de sua mãe Mônica pela sua conversão, o seu encontro com Ambrósio, o voltar-se para Deus.

Se tivéssemos que destacar o tom geral da obra, diríamos que se trata de uma grande oração em gratidão a Deus por todos os seus benefícios e por todos aqueles que foram os vetores de Deus na tarefa de abençoar a sua vida. Sem dúvida esta obra só poderia ser escrita por alguém que compreendeu profundamente as circunstancias da vida e aprendeu a desenvolver a Gratidão.

No evangelho de Lucas, vemos um episódio em que o Senhor Jesus cura um grupo de dez leprosos. Nesta ocasião, Jesus manda que os dez se apresentassem no templo aos sacerdotes para cumprirem todas as especificações da lei, os dez de fato haviam sido curados, mas só um deles agradeceu. Somente um deles fez o caminho de volta para agradecer Àquele que havia sido a fonte da sua cura.

Nesta história aprendemos algumas lições preciosas sobre a gratidão.

I- A gratidão tem a ver com a percepção dos benefícios.

Muitos são abençoados mas poucos param para refletir sobre o quanto foram ajudados, estimulados, amados, capacitados ou protegidos. Muitos desejam muito algum benefício, mas quando o recebem logo se esquecem daqueles que os abençoaram. É triste, mas é verdadeiro. A ingratidão vem do esquecimento dos bens e a gratidão vem percepção dos benefícios.

II- A gratidão não retorna na mesma proporção do bem que é feito.

Por esta razão, àqueles que fazem o bem não devem desanimar. Se você faz o bem às pessoas esperando reconhecimento você pode se frustrar. Aqueles que fazem o bem devem fazê-lo por que isto é bom e não por que serão reconhecidos por isto.

III- A gratidão traz uma benção ainda maior do que o bem recebido.

Aquele leproso, samaritano, havia encontrado o caminho de volta a Jesus o reconhecendo por tudo o que Ele havia feito. Este é o caminho da gratidão no que se refere aos homens e o caminho do louvor e da adoração no que se refere a Deus. Este samaritano agradecido encontrou antes de muitos do povo de Israel o salvador.

Os noves leprosos voltaram para suas casas livres de uma doença, este leproso voltou livre de todos os seus pecados.

IV – A gratidão ou a ingratidão determinará a forma como seremos reconhecidos no futuro.

Eu fiz a minha decisão, eu gostaria de ser reconhecido no futuro como alguém que optou por ser grato a Deus em primeiro lugar, mas também a todos àqueles que foram usados por Deus para me abençoar e me fazer o bem. Que você querido irmão faça a escolha certa e colha no futuro os resultados desta escolha.

Por Manoel Delgado

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