19 fevereiro, 2010

Trindade, Decreto, Criação!!




P. 6. Quantas pessoas há na Divindade?
R. Há três pessoas na Divindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, e estas três são um Deus, da mesma substância, iguais em poder e glória.
Ref. (Mt 3.16-17; 28.19; 2Co 13.13; Jo 1.1; 3.18; At 5.3-4; Hb 1.3; Jo 10.30.)

Comentário: A assembléia toca agora no grande mistério da unidade e da diversidade de Deus, ela fala da doutrina da Trindade! “O que é a Trindade?” eles poderiam haver perguntado. Mas se eles houvessem feito tal pergunta eles não conseguiriam uma resposta melhor do que Agostinho deu alguns séculos antes deles, “A trindade é o mistério da presença de Deus em nosso meio”.
Uma vez que não se pode explicar o mistério, da mesma forma que não se pode esvaziar o oceano, eles decidem fazer uma outra pergunta: “Quantas pessoas há na Divindade?” Em outras palavras, eles querem perguntar o que podemos saber sobre este mistério, que não explicamos, mas que as Escrituras testemunham?
As Escrituras ensinam que há um só Deus , o Deus vivo e verdadeiro, mas também ensinam que este único Deus desde todo sempre subsiste em três Pessoas de igual poder e de igual glória: O Pai, O Filho e o Espírito Santo.

Quando eles falam iguais para descrever as pessoas estão querendo nos dizer :
1 – Que na trindade não há um primeiro e um último no sentido de importância posto que tanto o Pai , como o Filho, como o Espírito possuem a mesma dignidade pois manifestam a mesma glória!

2 – Que na trindade não há um primeiro e um último no sentido de criação, pois o Pai não foi criado, o Filho não foi criado, nem o Espírito foi criado. Eles coexistem como três pessoas distintas numa unidade perfeita de glória, de amor e poder.

3 – Que na trindade há igualdade de poder pois, cada um é o todo poderoso Deus!

4 - Que na trindade há unidade perfeita nas decisões expressas no conselho eterno das três Pessoas.

As diferenças não são de dignidade, nem de poder, nem de glória mas de pessoa e de função. A Trindade é a primeira comunidade e o verdadeiro modelo de vida em unidade de amor! Devemos aprender com nosso Deus trino o que é ser igreja, o que é ser família,o que é ser uma comunidade que expressa unidade no amor!

“Assim que Jesus foi batizado, saiu da água. Naquele momento o céu se abriu, e ele viu o Espírito de Deus descendo como uma pomba e pousando sobre ele. Então uma voz dos céus lhe disse: “Este é o meu filho amado em quem me agrado.” NVI

Tem sido assim por todo sempre, que a gente aprenda com ELE!!!

P. 7. Que são os decretos de Deus?R. Os decretos de Deus são o seu eterno propósito, segundo o conselho da sua vontade, pelo qual, para sua própria glória, Ele predestinou tudo o que acontece.
Ref. Rm 11.36; Ef 1.4-6, 11; At 2.23; 17.26; Jo 21.19; Is 44.28; At 13.48; 1Co 2.7; Ef 3.10-11
Comentário: “A intenção dessa graça era que agora, mediante a igreja, a multiforme sabedoria de Deus se tornasse conhecida dos poderes e regiões celestiais, de acordo com o seu eterno plano que Ele realizou em Cristo Jesus, nosso Senhor.” NVI

Deus tem um eterno plano.(ponto!) Todas as coisas que sabemos, todas as coisas que vivemos, todas as coisas que pensamos devem ser encaradas considerando esta declaração. Quando olhamos o nascer do sol, quando contemplamos o desabrochar de uma flor, quando vemos as maravilhas todas da criação, devemos nos lembrar que há um soberano por detrás de tudo isto. Quando pensamos na dor, no horror e na morte ainda assim devemos pensar que Deus é soberano. E que Ele tem um plano que se revela em tudo que acontece.
Por esta razão, a assembléia de Westminster, refletindo sobre a soberania de Deus acrescentou duas perguntas sobre o decreto de Deus. A posição que estes corajosos homens tomaram foi a de reconhecer a sua ignorância sobre alguns assuntos para nunca deixar de reconhecer a grandeza de DEUS.

Deus não é surpreendido pelas circunstâncias, ou fica inseguro, ou se curva diante de uma dificuldade Ele é o Alfa e o Omega o Princípio e o Fim. Ele diz para que não tenhamos medo por que Ele é aquele que possui as chaves da morte e do inferno! O mar não avança sem que ele ordene, a chuva não cai sem que ele a mande e mesmo o sol se não fosse por ele todos os dias conduzido ao céu sem duvida nenhuma não haveria de estar lá pela manhã! Foi Deus sim quem enviou o Tsunami assim como foi Ele que no passado enviou o Dilúvio. Mas se Deus envia Tsunamis e Dilúvio, também é ele que forma o arco-íris e providência sempre a graça, através de Cristo, o Cordeiro morto antes da fundação do mundo.

Crer no decreto significa crer que Deus é soberano e age como tal . Ele nunca abriu mão de ser soberano. As rédias da história nunca estiveram noutra mão! Você pode orar dizendo: “Deus o reinado é seu, o seu plano é sábio, a glória é sua, e no final verei que todas as coisas cooperam para o bem o bem daqueles que te amam?”

Manoel Delgado
P. 8. Como executa Deus os seus decretos?
R. Deus executa os seus decretos nas obras da criação e da providência.
Ref. Ap 4.11; Dn 4.35; Is 40.26; 14.26-27; 46.9-11; At 4.24.

“Todos os povos da terra são como nada diante dele. Ele age como lhe agrada com o exército dos céus e com os habitantes da terra. Ninguém é capaz de resistir a sua mão ou dizer-lhe o que fizeste?” NVI

Já vimos que os decretos podem ser definidos como o exercício da soberania de Deus. Agora se faz premente desvendarmos como Deus executa seus decretos. O texto em questão é o reconhecimento de Nabudonosor da soberania absoluta de Deus. Ele era rei da babilônia o maior império do mundo na sua época. Mas este império embora grande constituia apenas uma parte de um reinado muito maior o reinado de Deus sobre sua criação!
A assembléia escolheu este texto por que ele expressa uma importante verdade. Deus executa os seus planos sendo sempre a primeira causa de tudo o que acontece mas quando lhes apraz ele usa as obras de sua criação e da providencia como “causas secundárias” das coisas que acontecem.Ou seja, Deus executa os seus decretos através dos meios que ele estabeleceu.
“Ele age como lhe agrada com o exército dos céus e com os habitantes da terra.” Anjos, homens, eventos e circunstâncias, todas elas podem ser usadas por Deus para cumprir os seus propósitos soberanos. É assim que Deus governa! Ele pode agir diretamente por meio de sua onipotência ou pode agir através de nós por meio de sua providência. Por exemplo, Deus mandou que evangelizássemos para que através de nós, o evangelho alcance todos os povos, línguas e nações. Mas no caso do apostolo Paulo ele foi alcançado diretamente por nosso Senhor Jesus que lhe apareceu e lhe disse “Saulo, Saulo por que me persegues?”
Assim Deus Sempre é o autor da salvação mas por sua soberana vontade ele decidiu nos usar como meio para que o evangelho fosse para os povos. Há perfeita harmonia entre a responsabilidade humana e a soberania divina, elas não são mutuamente excludentes. Deus sempre cumprirá os seus propósitos neste mundo e nós suas criaturas cooperamos quer saibamos quer não com este propósito soberano. Que para nós servi-lo seja sempre prazer e jamais pesar a Ele toda Glória!

Manoel Delgado

P. 9. Qual é a obra da criação?R. A obra da criação é aquela pela qual, Deus fez todas as coisas do nada, no espaço de seis dias, e tudo muito bem.
Ref. Gn 1; Hb 11.3; Sl 33.9; Gn 1.31.

Comentário: ”E Deus viu tudo o que havia feito, e tudo havia ficado muito bom.”NVI

Com esta pergunta assembléia introduziu importante doutrina, a doutrina da criação. Convém que analisemos três importantes conclusões a que esta assembléia chegou:
1. “Deus fez toda as coisas”Não há nada no universo, não há nada neste mundo, não há nada ao meu redor que não tenha saído das mãos soberanas e criadoras de Deus. Ele é o criador dos céus e da terra, do mar, dos pássaros, dos peixes, e de todos os outros animais, dos homens e dos anjos. Ele é o criador de tudo o que há, das coisas visíveis e invisíveis. Ele e somente ele é o criador!Esta foi a primeira conclusão desta assembléia que só há um criador, portanto só há um propietário de tudo o que existe, Deus.

2. “do nada”Significa que ele não formou o mundo de um material
pré- existente, ou de uma parte de si mesmo, como por emanação.Não, Deus criou este mundo do nada, com base apenas na sua Palavra e na força do seu Santo Espírito.Crer que Deus criou o mundo do nada significa afirmar a separação eterna entre a criatura e o criador, nós não somos Deus em nenhum sentido e ninguém a não ser a Trindade Santíssima participou do ato da criação. “Pois ele falou e tudo se fez;ele ordenou e tudo surgiu” e como a assembléia tão bem expressou tudo do nada.

3. “e tudo muito bem”Com esta terceira afirmação a assembléia nos lembra que a despeito do pecado que vemos, a despeito da corrupção degradante deste mundo a despeito das calamidades, da morte e até mesmo do inferno que é real, existe uma verdade que precisa ser afirmada “Deus criou o mundo e viu que tudo era muito bom”. Com esta afirmação eles querem nos lembrar que todas estas calamidades que vemos devem ser associadas a um único evento a entrada do pecado no mundo. Que a entrada do pecado neste mundo faz parte dos planos soberanos de Deus é algo que não devemos negar. Mas que a essência da criação não é o pecado e sim esplendor da glória de Deus, é algo também precisa ser dito. A própria criação aguarda a revelação dos filhos de Deus, pois ela mesma aguarda sua liberdade do cativeiro da corrupção e quando ela finalmente for liberta, haveremos de ver o seu esplendor restaurado por Deus no novo céu e na nova terra onde habita justiça. A Ele toda a glória!

P. 10. Como criou Deus o homem?R. Deus criou o homem macho e fêmea, conforme a sua própria imagem, em conhecimento, retidão e santidade com domínio sobre as criaturas.
Ref. Gn 1.27-28; Cl 3.10; Ef 4.24; Rm 2.14-15; Sl 86-8.
“Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra.”

Deus criou o gênero humano no sexto dia. E de todos os seres da criação, o homem foi o único que Deus declarou semelhante a Ele mesmo. E pensando na grandeza deste ensino a Assembléia acrescentou esta pergunta levantando o tema do modo como Deus criou o homem.
Há pelo menos três verdades que precisam ser ditas:

1- “conforme a sua própria imagem” - Isto significa que o homem reflete a glória do seu Criador sendo semelhante ao mesmo em muitos aspectos: Conhecimento - o homem é capaz de conhecer, ele pode inquirir, ele pode compreender a beleza, a harmonia do universo, ele pode apreciar a sabedoria de Deus manifesta na sua criação; Retidão e santidade - o ser humano foi criado no estado de santidade original, assim, ele possuía condições de agradar o seu Criador sendo santo assim como Ele é santo. Com a queda, o homem distorceu a sua imagem, e passou a ser um espelho que reflete mal o seu criador.

2- “macho e fêmea” - Este ser humano que reflete a grandeza de Deus, foi criado na distinção de gêneros “Homem e mulher os criou”. Esta distinção não é de dignidade, nem de glória, tanto o homem quanto a mulher refletem a grandeza do seu criador. As diferenças entre o homem e a mulher visavam complementação e não a competição. Eles foram feitos para viverem em unidade e no vínculo do amor. As diferenças jamais poderiam apagar sua origem comum. Deus quando criou homem e mulher e os colocou juntos, fundou a família humana, imagem da Trindade, a família dos céus.

3- “com domínio sobre as criaturas” - O ser humano espelha o seu criador também num aspecto muito importante, a soberania. Somente Deus possui o domínio e a soberania absoluta sobre o universo, porém, o homem em certa medida, também espelha o seu Criador neste aspecto. A ele foi dado o domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra. Assim podemos perceber que é do desejo de Deus que o homem, como sua imagem, refletisse a sua soberania neste mundo por Ele criado. O que ocorre é que depois da queda, este aspecto também foi corrompido, e é por esta razão que ouvimos falar de tantas tragédias ambientais e de guerras. O homem não consegue com seu domínio sobre a criação refletir a sabedoria do seu criador. Somente em Cristo esta imagem pode ser totalmente restaurada, pois Ele é o esplendor da glória de Deus!

Manoel Delgado

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