17 abril, 2010

Os Paradoxos de Cristo.


Os Paradoxos de Cristo.

Gregório Nazianzo*

“Cristo sentiu fome, como homem, e satisfez no homem a sua fome de Deus.
Que contraste – sentiu fome e era o Pão da Vida!

Cristo padeceu sede como homem e, contudo, havia dito: “O que tenha sede,
venha a mim e beba!”

Sentiu-se cansado algumas vezes e, entretanto, é nosso descanso.

Pagou tributo como vassalo, e era o Rei dos reis.

Foi chamado de diabo, e todavia expulsou os demônios.

Orou, e é o que escuta as nossas orações.

Chorou, e no entanto é o que enxuga as nossas lágrimas.

Foi vendido por trinta moedas de prata e, a despeito desse ignominioso fato, é
o resgate do mundo.

Emudeceu como uma ovelha, e todavia é a Palavra Eterna.

Não teve lugar próprio onde reclinar a sua cabeça, e contudo pertencem-lhe
todas as possessões terrenas.

Todos o abandonaram; ficou sozinho, e malgrado dispunha na Eternidade de
incontáveis legiões de anjos prontos a cumprir as suas ordens.

Foi rejeitado e crucificado pelos homens, embora “tivesse vindo para o que
era seu!” (Jo 1.11).”

Os paradoxos de Cristo, não são contradições, mas demonstrações dos limites de nossa compreensão. Estes paradoxos são devido ao fato de que Ele decidiu assumir a natureza humana.

Ele se encarnou e habitou entre nós! Em sua humanidade Ele teve necessidades. Em sua divindade Ele supre todas as necessidades do mundo.

*Pai da Igreja, Gregório de Nazianzo ou, Naziazeno (330 - 390 d.C.) foi bispo de Constantinopla e um dos 33 agraciados com o título de Doutor da Igreja, os quais influenciaram grandemente o pensamento teológico na Idade Média.

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