08 fevereiro, 2012

A Espiral do Silêncio e a Espiral da Bobagem


A Espiral do Silêncio e a Espiral da Bobagem: Elisabeth Noelle-Neumann notou uma alteração na mudança de opinião dos eleitores quando a reta final de um processo eleitoral sob estudo tomou corpo.Ela mostrou que uma boa parte dos eleitores se aproximava de opiniões que julgavam dominantes.Nessa análise, o grupo que obtem a vantagem não é aquele que possui a hipótese ou abordagem mais correta, mas sim o que possui mais: (1) Impressão perante a opinião pública de que sua opinião é a “certa”, ou que se está no caminho certo; (2) Crença dos defensores desta opinião na vitória (o que aumenta a confiança); (3) Motivação dos defensores desta opinião no ato de lutarem por sua opinião.Com isso, entende-se que muitas vezes grupos que mostrem os fatores (1), (2) e (3) vão obter a aceitação de uma grande massa de indecisos, ou seja, daqueles que “vão com a maioria”. Outro ponto interessante, e que ocupa lugar central na teoria: aqueles que sentem-se distantes dos pontos (1), (2) e (3), mesmo que estejam com a razão, tendem a SE CALAR. Esses que se calam são o que entram na espiral do silêncio.

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