12 outubro, 2012

MARIA - MÃE DE DEUS (Theotókos)



Maria - Mãe de Deus (Theotókos)
Considerações positivas a partir da teologia evangélica.

Por Manoel Delgado Jr.



            Devido ao tom apologético que a questão acerca de Maria tem adquirido ao longo da história do protestantismo.[1] Oportunidades para desenvolvimento de uma teologia bíblica acerca de Maria e do seu papel na história da redenção tem sido desperdiçados.

      O resultado é o aumento da polarização entre a perspectiva protestante e a católico-romana, com a supervalorização católico-romana do papel de Maria e a omissão positiva de sua importância na teologia protestante.

          O que tem resultado em incompreensões e polarizações ainda maiores no âmbito da teologia popular de ambas as tradições resultando na divinização de Maria pelo lado católico-romano e no sentimento antimariano por parte do protestantismo popular.

          Para iniciarmos nossa reflexão acerca do papel de Maria na história da redenção, tomaremos como ponto de partida três passagens, contidas no capítulo primeiro do Evangelho de Lucas: a anunciação, a visita a Isabel e o magnificat, ou canto de exaltação.

01- A anunciação.
Lucas 1:26-38
Lc 1:26  E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, Lc 1:27  a uma virgem desposada com um varão cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria. Lc 1:28  E, entrando o anjo onde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres. Lc 1:29  E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras e considerava que saudação seria esta. Lc 1:30  Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus, Lc 1:31  E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus. Lc 1:32  Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai, Lc 1:33  e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu Reino não terá fim. Lc 1:34  E disse Maria ao anjo: Como se fará isso, visto que não conheço varão? Lc 1:35  E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus. Lc 1:36  E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril. Lc 1:37  Porque para Deus nada é impossível. Lc 1:38  Disse, então, Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela.

            Nesta passagem registrada apenas no evangelho de Lucas[2], lemos que Gabriel o anjo portador de uma grande mensagem, da parte de Deus, dirige-se a uma cidade da Galiléia, mais precisamente a Nazaré, ali ele vai até a uma jovem, virgem, das mulheres daquela região, e esta virgem estava desposada, ou seja, comprometida, com um homem, da linhagem de Davi, cujo nome era José. O seu nome Maria.

       Quando Gabriel entrou no local onde Maria se encontrava anunciou-a a mensagem de Deus. A mensagem que o anjo trazia foi acerca de um menino, o seu filho, que seria o herdeiro da linhagem de Davi, e ao mesmo tempo seria conhecido como o Filho de Deus, o seu nome seria Jesus, uma forma grega para Josué, e cujo significado é o Senhor é a Salvação

       Esta passagem também faz algumas revelações importantes sobre a identidade e o papel de Maria que passaremos doravante a considerar:

Maria cheia de graça

         Maria aqui é apresentada como alvo da graça de Deus, pois quem dentre as mulheres do seu povo, não desejaria para si esta tão grandiosa honra de ser aquela a ser usada por Deus para ser a mãe do Messias, aquela que traria em seu ventre o Filho de Deus?

          Que lugar seria humanamente falando mais improvável do que Nazaré? E de Nazaré quais outras jovens poderiam ter sido escolhidas por Deus para esta tão grande missão?

         A própria alusão da graça nos remete ao pecado original do gênero humano do qual todos os filhos de Eva estão associados, e que devido ao pecado de Adão o cabeça do pacto, se estendeu a todos os seus filhos. Tal ciclo vergonhoso de culpa e condenação só pode ser interrompido em Cristo Jesus, o único sem pecado, mas que por amor se fez pecado por nós em cujo sacrifício estava a nossa salvação.  

        Assim reconhecemos que Maria embora fosse devota, não estava isenta do pecado e ela mesma era tão carente da redenção como qualquer outra pessoa. Ela não estava também acima das outras mulheres do seu tempo como se ela fosse de alguma propriedade diferente, mas, foi à graça de Deus que fez com que Ele a escolhesse, não o caráter dela.  [...] Maria é abençoada entre as mulheres, mas não acima das mulheres. [3]

            A graça é o favor imerecido de Deus, Maria é cheia de graça exatamente por que ela assim como todos os outros ela é alvo da graça e o papel que ela desempenhou fez com que ela transbordasse deste favor.

Concepção e Nascimento Virginal

            Maria faz um questionamento ao anjo, não colocando em dúvida a promessa, mas desejando compreender como se daria o propósito de Deus. Ela apresenta como objeção o fato de que ela ainda não havia conhecido homem nenhum. Esta expressão trata-se de um hebraísmo que significa que até aquele momento ela não havia tido relacionamento conjugal com José estando apenas desposada.

             O que quer dizer desposada? Este compromisso era mais sério que o moderno noivado, pois era virtualmente uma forma de casamento. O casal não vivia junto, mas para quebrar esse relacionamento seria preciso o divórcio.[4] Esta instituição do desposamento se dá em virtude do fato que estes compromissos são assumidos quando as moças ainda são muito jovens. Assim podemos seguramente inferir que Maria era adolescente, pois as meninas judias se casavam ainda jovens. [5]

            A resposta do anjo a Maria é esclarecedora. O Espírito Santo descerá sobre ti e o poder (dynamis) do Altíssimo te envolverá de tal forma que o ente santo que haverá de nascer será chamado o Filho de Deus. Tratam-se dois grandes milagres a concepção e o nascimento virginal.

            Perceba que de acordo com o anuncio do Anjo, aquele que haverá de nascer, devido a esta ação poderosa do Espírito de Deus nascerá sem pecado sendo santo desde a sua concepção[6].
Maria serva do Senhor:

            Maria profundamente maravilhada com as revelações recebidas se submete prontamente a vontade do Senhor.  Sobre esta disposição humilde de Maria mesmo em face ao riscos Warrem Wiersbe afirma que:

A resposta de Maria ao anjo foi à linguagem da fé e da humilde admiração, e ela não pediu nenhum sinal para confirmar sua fé. Sem controvérsia, grande foi o mistério da santidade, Deus manifestado em carne (1 Tm 3.16). A natureza humana de Cristo devia produzir-se dessa forma, para que fosse adequada para Aquele que seria unido com a natureza divina. Devemos, como Maria aqui, guiar nossos desejos pela palavra de Deus. em todos os conflitos devemos lembrar que nada é impossível para Deus; e ao lermos e ouvirmos suas promessas, convertamo-las em orações: “Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra”[...] Maria entregou-se ao Espírito Santo (Rm.12:1) sabendo muito bem que enfrentaria vergonha e que seria mal compreendida por parte das pessoas..[7]


02 - A Visita a Isabel:

Lc 1:39-45
Luc 1:39   E, naqueles dias, levantando-se Maria, foi apressada às montanhas, a uma cidade de Judá, Luc 1:40  e entrou em casa de Zacarias, e saudou a Isabel. Luc 1:41  E aconteceu que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel foi cheia do Espírito Santo, Luc 1:42  e exclamou com grande voz, e disse: Bendita és tu entre as mulheres, e é bendito o fruto do teu ventre! Luc 1:43  E de onde me provém isso a mim, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor? Luc 1:44  Pois eis que, ao chegar aos meus ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria no meu ventre. Luc 1:45  Bem-aventurada a que creu, pois hão de cumprir-se as coisas que da parte do Senhor lhe foram ditas!

Maria mãe de Deus:

        Isabel chama Maria de “a mãe de meu Senhor” (Lc 1:43) Esta expressão trata-se de um reconhecimento da Divindade de Jesus, quando este ainda está no ventre de Maria. Kyrios esta palavra  grega significa, Senhor. No Novo Testamento algumas vezes refere-se ao tratamento respeitoso endereçado a um superior hierárquico, às vezes pode também significar o patrão de um servo ou escravo.[8]  
        Na Septuaginta é a palavra que traduz a YHWH, Jeová ou Senhor em 6.814 casos. E que no Novo Testamento regularmente e atribuído a Deus como o Criador e Mantenedor do céu e da terra, o Deus onipotente.[9] Heber[10] pondera que o título Senhor (Kyrios), não é atribuído somente ao Pai, mas também ao Filho.

        Na passagem em questão este sentido mais profundo é o que é atribuído a Jesus. Wayne Grudem sobre ela testemunha que: Quando Maria chega para visitar Isabel diz: “E de onde me provem que me venha visitar a mãe de meu Senhor?” Uma vez que Jesus não havia nascido, Isabel não podia estar empregando a palavra “Senhor” com algum sentido de “senhor” humano. Antes estava empregando-a no sentido veterotestamentário mais denso, dando um significado admirável a frase: “Por que me é concedido que a mãe do próprio Senhor Deus venha a mim?” Ainda que seja uma declaração muito vigorosa, difícil compreender nesse contexto a palavra “Senhor” em algum sentido menos profundo.[11]

         A declaração de Isabel antecipa esta importante definição do consenso do cristão com relação à união hipostática, e divindade de nosso Senhor Jesus.  Maria é mãe de Deus (theotókos), não no sentido de geradora de Deus na eternidade[12], mas sim no sentido de que Aquele Ente Santo, concebido no seu ventre é o infinito Deus-homem, Jesus Cristo, O Senhor.

A definição de Calcedônia(451), desenvolvimento necessário da reflexão dos concílios anteriores; especialmente do Concílio de Éfeso (431) em que a posição Nestoriana foi condenada como heresia; definiu de maneira decisiva à verdade bíblica da concepção e do nascimento virginal,além estabelecer a posição oficial do cristianismo histórico quanto esta matéria:

Credo de Calcedônia (451 A.D.)
Fiéis aos santos Pais, todos nós, perfeitamente unânimes, ensinamos que se deve confessar um só e mesmo Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, perfeito quanto à divindade, e perfeito quanto à humanidade; verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, constando de alma racional e de corpo, consubstancial com o Pai, segundo a divindade, e consubstancial a nós, segundo a humanidade; em tudo semelhante a nós, excetuando o pecado; gerado segundo a divindade pelo Pai antes de todos os séculos, e nestes últimos dias, segundo a humanidade, por nós e para nossa salvação, nascido da Virgem Maria, mãe de Deus; um e só mesmo Cristo, Filho, Senhor, Unigênito, que se deve confessar, em duas naturezas, inconfundíveis, imutáveis, indivisíveis, inseparáveis; a distinção de naturezas de modo algum é anulada pela união, antes é preservada a propriedade de cada natureza, concorrendo para formar uma só pessoa e em uma subsistência; não separado nem dividido em duas pessoas, mas um só e o mesmo Filho, o Unigênito, Verbo de Deus, o Senhor Jesus Cristo, conforme os profetas desde o princípio acerca dele testemunharam, e o mesmo Senhor Jesus nos ensinou, e o Credo dos santos Pais nos transmitiu.[13]

Na tradição reformada esta posição do cristianismo histórico foi mantida, pois se compreendeu a importância destas definições para se manter uma posição bíblicamente sustentada e teologicamente coerente.

É com esta definição de Calcedônia em mente o grande reformador João Calvino vai falar acerca da encarnação do Verbo de Deus:
Com efeito, que se diz o Verbo haver-se feito carne(Jo.1:14), não se deve assim entender como se haja sido Ele convertido em carne, ou confusamente misturado a carne; ao contrário, por que do ventre da Virgem para Si escolheu um templo que habitasse, E Aquele que era o Filho de Deus Se fez o Filho do Homem, não mediante confusão da substância, mas mercê de unidade de pessoa.Pois, na verdade, afirmamos ser a Divindade assim associada e unida à humanidade que cada natureza permaneça integral em sua propriedade e, todavia, dessas duas constitua um Cristo único.[14] 

É também com esta convicção que os teólogos da Assembléia de Westminster vão formular sua declaração cristológica:

De acordo com Confissão de fé de Westminster:
O Filho de Deus, a Segunda Pessoa da Trindade, sendo verdadeiro e eterno Deus, da mesma substância do Pai e igual a ele, quando chegou o cumprimento do tempo, tomou sobre si a natureza humana com todas as suas propriedades essenciais e enfermidades comuns, contudo sem pecado, sendo concebido pelo poder do Espírito Santo no ventre da Virgem Maria e da substância dela. As duas naturezas, inteiras, perfeitas e distintas - a Divindade e a humanidade - foram inseparavelmente unidas em uma só pessoa, sem conversão composição ou confusão; essa pessoa é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, porém, um só Cristo, o único Mediador entre Deus e o homem.[15] Ref. João 1:1,14; I João 5:20; Fil. 2:6; Gal. 4:4; Heb. 2:14, 17 e 4:15; Luc. 1:27, 31, 35; Mat. 16:16; Col. 2:9; Rom. 9:5; Rom. 1:3-4; I Tim. 2:5.

Dr. Louis Berkhof  apresentando as implicações da definição de Calcedônia afirma que: (1) As propriedades de ambas as naturezas podem ser atribuídas a uma só Pessoa, como, por exemplo, onisciência e conhecimento limitado. (2) Os sofrimentos do Deus-homem podem ser reputados como real e verdadeiramente infinitos, ao mesmo tempo em que a natureza divina não é passível de sofrimento. (3) É a divindade, e não a humanidade, que constitui a raiz e a base da personalidade de Cristo. (4) O Logos não se uniu a um indivíduo humano distinto, e sim à natureza humana. Não houve primeiro um homem já existente com quem se teria associado a Segunda Pessoa da Deidade. A união foi efetuada com a substância da humanidade no ventre da virgem. [16]
 
No cristianismo, em geral, esta posição não foi diferente. A posição cristológica definida em Calcedônia une ortodoxos gregos, católicos romanos, luteranos, anglicanos, reformados e evangélicos de um modo geral, todos em sua teologia oficial reconhecem esta declaração como à posição cristã acerca de Cristo e mais, Dr. Roger Olson assevera que este foi o consenso cristão até o surgimento do liberalismo teológico no século XIX.[17]

Sobre esta unidade de pensamento com relação a esta matéria o Dr. Joseph Mizi, em seu artigo intitulado “A mãe de Deus.” Afirma que: Reconhecidamente Católicos e Evangélicos estão unidos na doutrina de Cristo. Nós cremos que nosso Senhor é uma Pessoa única. Ele é eternamente Deus; Ele também se tornou homem. Então é igualmente correto lhe chamar de ambas as formas, “Deus” e “homem”, e por esta razão, não hesitamos em chamar a sua mãe de Mãe de Deus.[18]


03 - Magnificat.

Lc 1:46-56
“Disse, então, Maria:

  A minha alma engrandece ao Senhor,
  e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador,
  porque atentou na humildade de sua serva;
  pois eis que, desde agora,
  todas as gerações me chamarão bem-aventurada.
  Porque me fez grandes coisas o Poderoso;
  e Santo é o seu nome.
  E a sua misericórdia é de geração em geração sobre os que o temem.
  Com o seu braço, agiu valorosamente,
  dissipou os soberbos no pensamento de seu coração,
  depôs dos tronos os poderosos e elevou os humildes;
  encheu de bens os famintos, despediu vazios os ricos,
  e auxiliou a Israel, seu servo, recordando-se da sua misericórdia
  como falou a nossos pais
  para com Abraão e sua posteridade, para sempre.”


Magnificat é o primeiro verso deste cântico em latim, e por esta designação que ele se tornou conhecido em todo o mundo. Trata-se de um cântico de Louvor a Deus por todos os seus feitos ao longo da história da redenção e nele Maria louva ao Senhor por ela haver sido a escolhida para ser a mãe do Deus encarnado, e por todas as promessas messiânicas estarem chegando ao seu cumprimento.

Algumas características:


  •  Este cântico faz pelo menos 15 citações do Antigo Testamento[19];
  •    Possui paralelos estilísticos com o cântico de Ana[20] e com o salmo 113:5-9;
  •  Demonstra sensibilidade social, Deus favorece os despossuídos deste mundo demonstrando-lhes o seu favor;
  •   Reconhecimento de que Deus resiste aos soberbos e concede graça aos humildes;
  •     Exalta a Deus pelo seu caráter misericordioso;
  •      Reconhece a sua fidelidade de geração em geração;
  •     Reconhecimento dos feitos poderosos de Deus na história da redenção;
  •    Exalta a Deus pela sua soberania sobre os reinos deste mundo;
  •   Exalta a Deus por sua fidelidade para com o patriarca Abraão e toda a sua descendência;
Por este cântico podemos perceber a profunda afinidade de Maria com as Escrituras Sagradas, o conhecimento que a mesma possuía da história da redenção, do caráter de Deus e a própria auto-reflexão acerca do seu papel nesta história. De agora em diante, todas as futuras gerações a reconheceriam como bem aventurada.

    Matheus Henry ao comentar esta passagem assevera que:
Aqui temos um relato da mãe de nosso Senhor; embora não devamos orar a ela, de todos os modos devemos louvar a Deus por ela. Cristo devia nascer miraculosamente. O discurso do anjo somente significa: “Salve, tu que és a escolhida e favorecida especial do Altíssimo para ter a honra que as mães judias desejaram por tanto tempo”.[21]



[1] Muito da produção teológica do protestantismo nasceu do combate dos desvios da teologia católica com relação ao cristianismo histórico. Este fator foi agravado com a adoção pós-reforma dos dogmas marianos da imaculada conceição, assunção, e virgindade perpétua; a devoção às imagens gerando peregrinações como, por exemplo, em Aparecida do Norte, alem do fato que recentemente o movimento que advoga o título de “co-redentora” para Maria, liderado por um grupo de teólogos e leigos católicos esteja gerando polêmica dentro e fora da Sé Romana.
[2] A razão mais provável talvez tenha sido o fato de que Lucas em suas pesquisas teve acesso a testemunhas oculares dos fatos, talvez até mesmo da família de Jesus.
[3] WIERSBE, Warrem, Comentário do Novo Testamento, Pág. 159, Ed. Geográfica.  
[4] Bíblia de Estudo de Genebra, Cultura Cristã pág. 1182
[5] Warren Wirsbe Op. Cit. 160
[6] Nos referimos a sua humanidade pois em sua divindade o filho é eternamente santo.
[7] Op. Cit.
[8] GRUDEM, Wayne, Teologia Sistemática atual e exaustiva, pág. 448
[9] Op. Cit. Pág. 448
[10] CAMPOS, Heber Carlos de, O ser de Deus e os seus atributos, Ed. Cultura Cristã pág. 95
[11] Op. Cit. Pág.448-449
[12] Este tem sido o principal argumento contra a expressão Theotokos, mas ao negar esta expressão corre-se risco ainda maior devido a possibilidade de cairmos em uma posição Nestoriana.
[13] Fonte: Site Teologia Calvinista
[14] CALVINO, João, As Institutas, II.14.1, pág 249.
[15] Confissão de Fé de Westminster, Capítulo VIII,II, Pág. 14 – Versão eletrônica / portal da Igreja Presbiteriana do Brasil.
[16] BERKHOF, Louis. A História das Doutrinas Cristãs. São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas, p. 97,98.
[17] OLSON, Roger, História das Controvérsias na Teologia Cristã, Pág. 326 – Somente com o surgimento do protestantismo liberal, no século XIX foram submetidas ao ataque a união hipostática e a Definição de Calcedônia, encontrando rejeição nas principais igrejas da Reforma. Ela se tornou um forte ponto de divergência entre os protestantes conservadores e liberais ao longo de boa parte do século XX. 
[18] MIZZI, Joseph, A Mãe de Deus,
[19] Op. Cit.
[20] 1 Samuel 2:1-10
[21] Comentário do Novo Testamento, disponível em E-Sword.

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