27 outubro, 2015

A FÉ E A PÓS-MODERNIDADE.




Pilatos: - O que é a verdade? João 18:38
Jesus: - Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai se não por mim. João 14:6

Vivemos numa época pós-moderna. O que isto quer dizer? Que os valores absolutos e definições de verdade tem sido deixadas de lado em nome de uma fé subjetiva, pessoal e desconectada da revelação objetiva da Palavra de Deus. Esta tendência é fruto do processo de desilusão e ceticismo com relação as pretensões da modernidade.

Em nossa sociedade temos visto a relativização  das  estruturas  sociais.  Neste processo a família foi seriamente afetada; temos visto também uma crise de credibilidade nas instituições o que tem afetado seriamente o ordenamento social. Como reagir a esta onda de ceticismo? A fé cristã tem em Jesus Cristo um modelo seguro para resistir esta tendência, pois Jesus, em seu ministério, não cedeu às pressões culturais de sua época antes contrapôs-se ao pecado onde este estivesse presente.

Diante  do  desafio  pós-moderno  poderíamos indagar sobre qual seria a melhor alternativa para a Igreja.  Uma das respostas vem do pastor Jhon MacArthur, para este autor existem  seis  princípios  que  precisam  ser observados  se  desejarmos  comunicar  a  mensagem  cristã  ao  mundo  pós-moderno: objetividade, racionalidade, veracidade, autoridade, incompatibilidade, integridade.

O estudioso de arte e cultura Gene Veith Jr considera que a abertura a espiritualidade e a demolição do pensamento moderno em parte é benéfica ao cristianismo, pois os cristãos poderão se valer destas críticas a modernidade para reafirmarem seus antigos posicionamentos sustentando as verdades de fé. O que para o autor pode significar o ressurgimento de uma fé  bíblica e confessional. Não baseada em uma “ortodoxia morta”, mas sim em uma “ortodoxia  viva”  a  partir  de  uma  espiritualidade  que  é  tanto experimental, quanto baseada na verdade.

Salinas, por sua vez, defende que compete à igreja utilizar o princípio paulino de examinar todas  as  coisas  retendo  o  que  é  bom. Que existem aspectos positivos  a  serem  considerados  na  cultura  pós-moderna de validade inclusive para os cristãos. Em primeiro lugar poderíamos considerar até que ponto o racionalismo influenciou o nosso pensamento e leitura bíblica. Reconhecendo humildemente que a Bíblia é infalível, mas nós não, esta abordagem poderia nos auxiliar numa leitura mais reverente e transformadora. Segundo em nossa evangelização poderíamos retomar como referencial o modelo de Jesus que é extremamente relevante mundo em que vivemos.   

Creio que a maior contribuição que a fé cristã possa dar a  esta  geração  pós-moderna  seja  a  substituição  de  uma  “esperança  equivocada”  para  uma  “verdadeira esperança”  não  alicerçada  numa  visão  romântica  do  ser  humano,  da  natureza  e  da cultura. Mas sim na revelação de Jesus Cristo, esta perspectiva evangélica do Reino de Deus, transforma o presente, e nos move com fé para o futuro aguardando a sua plena manifestação, para além do esforço humano.
Manoel Delgado Jr.


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