DEVOCIONAL - CDBC 100 - "PAI NOSSO: PREFÁCIO"
CDBC - COMENTÁRIO DEVOCIONAL DO BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER.
Pergunta 100: Que nos ensina o prefácio da Oração Dominical?
Referências: Lc 11.13; Rm 8.15; 1Tm 2.1-2.
“Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?”
Comentário
Como devemos nos aproximar de Deus? Esta é a pergunta que o prefácio da Oração Dominical responde com extraordinária profundidade. Muitos de nós nos aproximamos do Deus Todo-Poderoso reconhecendo apenas Seu aspecto de majestade e santidade. E, embora isso seja correto, quando enxergamos apenas a transcendência divina, tendemos a vê-Lo como inacessível, incomunicável, distante — o “Totalmente Outro”. Tal visão, se isolada, pode nos conduzir a uma oração fria, temerosa e distante da verdadeira comunhão.
Por outro lado, há quem considere apenas a paternidade de Deus, enfatizando Seu amor, Sua proximidade e Seu acolhimento, mas negligenciando a reverência que Lhe é devida. O resultado é uma espiritualidade desordenada, irreverente e até presunçosa, que chega ao absurdo de tentar determinar a Deus o que Ele deve fazer, como se o Criador fosse servo da criatura.
Os reformadores de Westminster, porém, nos recordam que o ensino do Senhor na oração dominical apresenta o caminho equilibrado: Deus é Pai, mas este Pai está nos Céus. A oração une intimidade e reverência; confiança e temor santo; afetos filiais e reconhecimento da Sua soberania.
Por isso devemos nos aproximar de Deus com “santa reverência e confiança”. Ele é santo, soberano, imutável e glorioso — mas também é bondoso, compassivo e amoroso. Sua paternidade foi revelada de forma plena na vida e na obra de Jesus Cristo, por meio de quem fomos recebidos na família de Deus.
Além disso, Jesus nos ensina a dizer “Pai nosso”, e não “meu Pai”, lembrando-nos que nunca chegamos à presença de Deus de modo egoísta. Ele não é apenas o nosso Pai individual, mas o Pai de todos por quem Cristo morreu. Assim, aprendemos a orar com os outros e pelos outros, reconhecendo que pertencemos a uma mesma família espiritual, unida pelo sangue do Cordeiro.
A Ele, portanto, sejam dadas toda honra, glória e louvor. SDG
CDBC-Versão Atualizada. 2020. Todos os direitos reservados.

Comentários
Postar um comentário