DEVOCIONAL - CDBC 105 - "PAI NOSSO: QUINTA PETIÇÃO."
CDBC - COMENTÁRIO DEVOCIONAL DO BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER.
“Tem piedade de mim, ó Deus, por teu amor! Apaga as minhas transgressões, por tua grande compaixão!Lava-me inteiro de minha iniquidade e purifica-me do meu pecado!” (BJ)
Comentário
Na quinta petição da Oração do Senhor, apresentamos diante de Deus as nossas misérias, suplicando que Ele, em sua infinita bondade e amor, perdoe os nossos pecados. Reconhecemos, com humildade, que necessitamos do Seu perdão diário, pois a santidade divina nos expõe constantemente nossa profunda dependência da graça.
Ao mesmo tempo, aprendemos que aquele que é perdoado deve também perdoar. Nosso Senhor Jesus desenvolveu esse tema na parábola do credor incompassivo: um homem que teve uma dívida impagável perdoada, mas se recusou a perdoar uma dívida muito menor de seu companheiro. Tal incoerência é incompatível com a vida cristã.
Nada assim pode ocorrer no seio da cristandade. O perdão, o amor e a misericórdia são marcas indeléveis dos discípulos de Jesus. Devemos sempre nos lembrar de que Deus, em Cristo, perdoou as nossas dívidas; portanto, da mesma forma, somos chamados a perdoar o próximo.
Contudo, misericórdia não significa condescendência com o pecado, nem injustiça em favor de alguns. Isso não é misericórdia, mas frouxidão moral. Devemos olhar para o exemplo da misericórdia divina revelada no Calvário: Deus não injustiçou ninguém ao nos perdoar; Ele tomou sobre si mesmo o dano, escolhendo a segunda pessoa da Trindade para ser o alvo da ira santa, o Substituto perfeito. Isto é verdadeira misericórdia. Isto é verdadeiro perdão!
Muitas das nossas mais difíceis tensões morais nascem exatamente deste ponto: não queremos abrir mão de nossos supostos “direitos” em favor da paz. Contudo, devemos nos lembrar de que Espírito somos. O Deus que nos perdoa também exige de nós perdão.
SDG
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