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DEVOCIONAL - CDBC 78 - "MENTIRA"

CDBC - COMENTÁRIO DEVOCIONAL DO BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER.

Pergunta 78: Que proíbe o nono mandamento?
Resposta: O nono mandamento proíbe tudo o que é prejudicial à verdade ou injurioso, tanto à nossa reputação como à do nosso próximo.
Ref. Cl 3.9; 2Co 8.20-21; Sl 15.3; 12.3.
“Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.”
“Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros.”

Comentário:
O nono mandamento revela o compromisso que todo cristão deve ter com a verdade. A mentira é incompatível com a natureza regenerada do crente, pois o Deus que servimos é “Deus de verdade” (Dt 32.4). Por isso, o Senhor Jesus afirmou que o diabo é “pai da mentira” (Jo 8.44), indicando que toda falsidade tem origem no maligno. A vida cristã, portanto, deve ser marcada por integridade no falar e no agir, pois a verdade é reflexo do próprio caráter de Deus.

“Seja o vosso sim, sim; e o vosso não, não” — é o que Jesus ensina (Mt 5.37). Este mandamento não apenas proíbe o falso testemunho em tribunais, mas também condena toda forma de engano, hipocrisia, omissão e distorção da verdade em qualquer contexto da vida. A mentira destrói relacionamentos, corrói a confiança e macula a comunhão dos santos.

O nono mandamento também proíbe a difamação, a calúnia e a maledicência. Falar mal do próximo é violar sua dignidade, criada à imagem de Deus. A língua pode ser instrumento de bênção ou de destruição; o cristão deve usá-la para edificar e não para ferir. Tiago adverte que “com a mesma língua bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens” (Tg 3.9), e isso não deve ser assim entre os filhos de Deus.

Contudo, falar a verdade não significa ausência de amor. A verdade deve ser sempre acompanhada pela graça. Jesus demonstrou isso ao tratar com a mulher adúltera: não a difamou, mas também não aprovou seu pecado. Disse-lhe: “Nem eu te condeno; vai e não peques mais.” (Jo 8.11). A restauração é o propósito final da verdade dita em amor.

Por fim, este mandamento também nos ensina a cultivar uma vida coerente com o Evangelho. Como diz o provérbio: “Não basta que a mulher do rei seja honesta, é preciso também que pareça honesta.” Assim, devemos “evitar toda aparência do mal” (1Ts 5.22), vivendo de modo que nossa conduta inspire confiança e honre o nome de Cristo.

Viver segundo o nono mandamento é abraçar a vocação de testemunhas da Verdade. E como Cristo é a Verdade (Jo 14.6), viver na verdade é viver n’Ele.
Soli Deo Gloria.

CDBC – Versão Atualizada. 2020. Todos os direitos reservados.



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