DEVOCIONAL - CDBC 95 - "BATISMO, SINAL DO PACTO"
CDBC - COMENTÁRIO DEVOCIONAL DO BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER.
Comentário
Uma vez definido o Batismo, uma segunda pergunta se faz necessária: “A quem devemos ministrar o Batismo?” Os reformadores de Westminster nos mostram que o Batismo é para todos aqueles que pertencem à Igreja de Cristo e o professaram como Senhor e Salvador.
Isto fica evidente no Novo Testamento, que ensina claramente esta realidade. Na grande comissão, o Senhor Jesus Cristo ordenou que Seus discípulos fizessem discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que Ele ordenou.
Na grande comissão há uma progressividade lógica: primeiro os discípulos são feitos; depois são batizados; e então são ensinados. Contudo, essas ações não devem ser dissociadas, mas entendidas como elementos harmônicos de um único mandato missionário.
Em seguida, os reformadores apresentam uma segunda afirmação que exige maior reflexão: o Batismo infantil no Novo Testamento. Cremos que o Batismo, na aliança do Novo Testamento, ocupa o lugar da circuncisão na aliança do Antigo Testamento, sendo ambos sinais da aliança que Deus estabeleceu com Seu povo. As crianças eram circuncidadas no Antigo Testamento por estarem sob a mesma aliança que seus pais.
Da mesma forma, embora as crianças ainda não tenham crido e confessado Jesus Cristo como Senhor e Salvador, elas devem ser batizadas porque estão sob a aliança na qual seus pais foram recebidos. Estes apresentam seus filhos ao Senhor da aliança, confiando que Deus os abençoará no devido tempo.
Em momento oportuno, essas crianças deverão ser evangelizadas pelos próprios pais e, no tempo determinado, farão sua pública profissão de fé. O Novo Testamento nos relata que Crispo — assim como toda a sua casa — foi batizado. Não há razão bíblica para supor que possíveis crianças da casa estivessem excluídas desse momento, visto que estavam sob a mesma aliança firmada com o chefe da família.
O Batismo, em si mesmo, não possui valor salvífico, mas aponta para a obra de Deus em nós e foi instituído por Cristo como um dos sinais visíveis da aliança, juntamente com a Ceia do Senhor.
SDG

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