25 novembro, 2014

Poesia solitária.

Poesia solitária.
Eu estou batendo o tambor
Gostaria de saber
Onde está a minha tribo.


Não quero me tornar banal;
Adorando a obra de minhas mãos;
Não preciso de folhas de figueira para tentar esconder os meus pecados;
Não posso fugir ao encontro marcado;
Mas não quero ir lá sozinho...
Eu preciso bater o tambor
Gostaria de saber
Onde está a minha tribo.


Deus não precisa de adjetivos
Ele não é o Deus-mercado;
Ele não é o Deus-benesses;
Ele não precisa ser um Deus-menor;
E nem um desesperado Deus-me-livre;
E jamais seria um Deus-distante
num céu de chumbo;
Não sou politeísta. Para mim
Apenas
Deus.
Eu continuo batendo o tambor
Gostaria de saber
Onde está minha tribo


Procuro,procuro, procuro;
Procuro companheiros de jornada;
Vencer a solidão do caminho estreito;
Não quero a vastidão rasa;
E nem usarei armaduras que são grandes demais para mim;
Cinco pedras lisas bastam;
Sairei da caverna, quero sentir uma leve brisa;
Ouvi falar de muitos outros como eu.


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