10 janeiro, 2017

A ESCADA HERMENEUTICA.


PALESTRA I - A ESCADA HERMENEUTICA.

PRINCÍPIOS HERMENEUTICOS PARA A INTERPRETAÇÃO ESCATOLÓGICA NA BÍBLIA.

Jhon Walvoord[1] , fundador do seminário teológico de Dalas, fez um estudo minucioso de todas as profecias bíblicas, chegando a conclusão de que aproximadamente metade das mesmas se cumpriram literalmente. Embora este autor tenha um compromisso com uma visão escatológica particular. É notável o seu esforço de harmonizar todas estas referências num sistema bíblico. Aprendemos com este e outros estudiosos que devemos valorizar o material escatológico, pois trata-se de um conteúdo extenso e valioso demais para ser ignorado pelo interprete/leitor das escrituras.

Os grandes sistemas escatológicos são mapas que norteiam a caminhada bíblica. Temos atualmente três grandes sistemas escatológicos e alguns subsistemas derivados deles.[2] Apesar de diferirem quanto a extensão e aplicação dos princípios hermenêuticos costumam, entretanto, reconhecer os mesmos princípios gerais de interpretação.

Existem afirmações que são comuns a todos os sistemas escatológicos sendo ponto de consenso nas comunidades cristãs. É natural que utilizemos estes mapas para fazer a leitura e a caminhada pelas escrituras, porém é necessário reconhecer que os mapas são representações/aproximações do material bíblico. São fruto do labor teológico e por consequência são falíveis em suas expressões da revelação bíblica. Apesar de utilizarmos mapas nunca deveríamos abrir mão de fazermos a caminhada por nós mesmos.

Costuma-se dividir o material escatológico em duas partes. A escatologia inaugurada e a escatologia futura. Embora ambas sejam relevantes e representem um todo harmônico. As ênfases desta palestra referem-se a escatologia futura.[3] Especialmente aos eventos da chamada esperança cristã. A consumação de todas as coisas e a inauguração do estado eterno.

Um erro muito comum que os interpretes cometem ao estudar as profecias bíblicas está na seleção e ordenamento dos vários materiais, livros e gêneros bíblicos. Como o material escatológico está em toda escritura[4], a harmonização deste conteúdo, em uma visão abrangente e clara, estará diretamente ligada a abordagem e ordenamento do conteúdo.

Utilizemos como analogia uma escada. E como etapas ou degraus da mesma, a leitura e interpretação dos materiais escatológicos das escrituras. Coloquemos no degrau mais elevado o gênero apocalíptico, encontrado nos livros de Daniel, Ezequiel e Apocalipse, logo abaixo façamos um novo degrau com o conteúdo geral dos profetas, logo abaixo os demais conteúdos vétero-testamentários, salmos, narrativas históricas, pentateuco. Se continuássemos descendo a escada teríamos o conteúdo escatológico das epístolas gerais e de Paulo, e no primeiro degrau encontraríamos o material escatológico dos evangelhos em especial os discursos de Jesus.

Se o nosso objetivo como interpretes é o de fazer um estudo sistemático, e o mais abrangente possível das escrituras partindo de um princípio indutivo, deveríamos então, subir esta escada. Quanta confusão poderíamos ocasionar ao fazer o caminho oposto! Mas, justamente o caminho oposto é o que costuma ser realizado pelo leitor não especializado das escrituras. Como consequência, uma interpretação imprecisa de um material extremamente complexo como a literatura apocalíptica[5] norteia a interpretação do material absolutamente claro dos evangelhos e demais escritos néo-testamentários.

Nesta analogia, subir a escada hermenêutica seria, portanto, considerar atentamente cada material bíblico a partir do seu gênero literário, e conteúdo escatológico, considerando como modelo para interpretações da escatologia futura.[6] A própria realização/cumprimento das promessas messiânicas presentes na chamada escatologia realizada. Esta escada parte do evento-Cristo como chave hermenêutica para a compreensão de toda a revelação bíblica e escatológica.

Algumas vantagens desta abordagem logo se apresentam. Primeiro parte-se afirmações categóricas e absolutamente claras do conteúdo profético para a interpretação das passagens mais obscuras o que é um bom princípio hermenêutico.  Segundo, respeita-se a diversidade de gêneros literários e materiais bíblicos fazendo a interpretação em cada caso, só então a associando com o todo. Terceiro leva-se em consideração a progressividade da revelação e o cumprimento das profecias referentes a Cristo. Quarto suspende-se temporiamente[7] as abordagens dedutivas (mapas escatológicos), e faz-se o caminho por si mesmo, dialogando com as diferentes abordagens.



EX. DOUTRINA DA VOLTA DE CRISTO.

 

[1]WALVOORD, Jhon. Todas as profecias da Bíblia, pág.8- “A revelação da profecia na Escritura serve como importante prova de que a Bíblia é exata em sua interpretação do futuro. O fato de que aproximadamente metade das profecias bíblicas já teve o seu cumprimento de forma literal concede-nos uma base intelectual adequada para presumir que a profecia que ainda aguarda um desfecho terá, de igual modo, cumprimento integral. Ao mesmo tempo, justifica-se a conclusão de que a Bíblia é inspirada pelo Espírito Santo e a profecia, a qual foge ao controle de qualquer esquema humano, é de fato uma revelação feita por Deus sobre o que ainda acontecerá. O cumprimento de diversas profecias serve como guia para a interpretação das que ainda aguardam sua realização.”
[2]Amilenismo, Pré-milenismo, Pós-milenismo. O pré-milenismo costuma se subdividir em Pré-milenismo histórico e Pré-milenismo dispensacionalista. Estes sistemas são nomeados a partir da forma como os mesmos interpretam o reino milenar descrito em Apocalipse 20. Embora este seja o ponto de partida a verdade é que os mesmos constituem verdadeiros sistemas de interpretação. Ver. ELWELL, Walter. Enciclopédia histórico-teológica da Igreja Cristã. Pág.518-523
[3] HOEKEMA, Anthony. A bíblia e o futuro, a doutrina bíblica das últimas coisas.  HOEKEMA faz um estudo minucioso a partir desta distinção. Existem elementos já realizados sobretudo considerando o cumprimento da expectativa messiânica em Cristo. Mas existem ainda desdobramentos que são esperados para o futuro.
[4] Foi o próprio Cristo quem disse que era necessário que se cumprisse nele tudo que estava escrito na lei nos profetas e nos salmos.
[5] SPROUL,R.C. O conhecimento das escrituras, Pág.107 – “De todas as formas de profecia, a apocalíptica é a mais difícil de estudar e interpretar. A literatura apocalíptica caracteriza-se pelo alto grau de imagens simbólicas que, em alguns casos para nós são interpretados e em outros deixados sem interpretação. [...] Uma chave importante para interpretar estas imagens é procurar o seu sentido geral na própria Bíblia.”
[6] Tipologias, profecias condicionais e incondicionais, interpretações literais e simbólicas, linguagem apocalíptica. Devem ser interpretadas a partir de evento-Cristo. Vide BERKHOF, Louis. Princípios de interpretação bíblica. Pág.139-151
[7] É impossível evitar pressuposições ao fazermos a leitura bíblica. Porém, deveríamos nos esforçar para suspender temporariamente nossas pressuposições ao fazermos uma leitura atenta e crítica das escrituras colocando a prova as nossas próprias ideias.

DESMASCARANDO OS FALSOS PROFETAS.


DESMASCARANDO OS FALSOS PROFETAS.

“Nem todo aquele que me diz Senhor! Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.” Mateus 7:21

A Igreja evangélica brasileira tem passado nas últimas décadas por um rápido e destacado crescimento. Segundo o senso do IBGE os evangélicos são aproximadamente 30% da população brasileira o que é um número expressivo. Mas deste contingente de pessoas nem todos são verdadeiramente discípulos de Cristo. Muitos são cristãos nominais, e possuem uma percepção distorcida e superficial do evangelho. Para afirmarmos categoricamente, adotam um “outro”[i] evangelho, um falso evangelho de Cristo.

Este fenômeno, do joio crescendo junto ao trigo, foi previsto por nosso Senhor Jesus Cristo, quem disse ser inevitável que escândalos surgissem no meio do povo de Deus. A maior parte destes escândalos originam-se de uma semeadura maligna na seara de Deus. Além dos falsos adoradores, em meio ao povo santo, o Senhor Jesus alertou categoricamente[ii] sobre o surgimento de falsos Cristos, falsos Mestres e falsos Profetas.  

Tais líderes são como lobos vorazes, disfarçados de ovelhas, operando sinais e prodígios da mentira, tão eloquentes e convincentes que se possível fora, enganariam os próprios eleitos! Aqueles que os seguem são conduzidos pela operação do engano, e o seu destino, se não se voltarem ao verdadeiro evangelho é a apostasia e a condenação final.

 Embora nesta era nos seja impossível fazer uma separação total entre o joio e o trigo, entre os falsos líderes e os verdadeiros servos de Deus, contudo é nosso dever estarmos atentos aos sinais discernindo os espíritos e desmascarando os falsos profetas dentre o povo de Deus.

Os falsos profetas se revelam em sua linguagem corrosiva, em sua ganancia excessiva, em sua autoafirmação por meio de “títulos”, “roupas” e “paramentos”, por suas supostas “revelações” e “entendimentos“ que contrariam o ensino geral e normativo das escrituras, as verdades essenciais da fé. Os falsos profetas se revelam pelos frutos amargos de suas obras, pelo seu caráter carnal, por sua irreverencia para com as coisas sagradas, sua hipocrisia e imoralidade, pelos seus ídolos vis, substitutos do verdadeiro Deus.

Os falsos profetas se revelam no orgulho e na vaidade, na sua indiferença e soberba, na maldade e voracidade com que devoram o povo retirando tudo e nada deixando pelo caminho. De nada servirão a sua eloquência, aparência, dons ou obras públicas naquele dia da visitação do Senhor, pois Ele mesmo conhece os que são seus, e a estes falsos líderes dirá: Apartai-vos de mim malditos, vós todos os que praticais a iniquidade.

Fuja dos falsos profetas, dos falsos líderes e apóstolos, dos lobos devoradores, rejeite os seus ensinos malignos, pois como bem predisse nosso Senhor Jesus Cristo. Eles já estão entre nós!

Pastor Manoel G. Delgado Júnior



[i] Do grego “héteros” - outro de qualidade diferente, neste caso, inferior.
[ii] Assim como quase a totalidade dos escritos do Novo Testamento.

18 março, 2016

QUATRO TESES PARA UM CONSERVADORISMO BRASILEIRO.

Não tenho pretensões político-partidárias. Particularmente estou satisfeito com a minha atuação no terceiro setor. Sou um ministro religioso e acredito na neutralidade institucional da igreja. Porém, acredito também que ainda falta no Brasil uma representação político-partidária de viés conservador forte e organizada. Longe de esgotar a discussão sobre o tema, muito ao contrário, na expectativa de inicia-la, apresento a seguir quatro teses iniciais que deveriam/poderiam estar numa alternativa conservadora.

Creio que estas quatro teses livrariam o conservadorismo de ser confundido com a proposta liberal ou com a proposta socialista. Sendo mero contra-peso nas eleições nacionais. 


1-   Defesa da constituição de 1988;
Defesa da pactuação social de 1988 como ponto de partida para a experiência democrática brasileira. Luta pela preservação das liberdades constitucionais garantidas por lei, e dos deveres do Estado brasileiro. Posição contra o progressismo legal e flexibilização dos direitos adquiridos. Abertura política a modelos de gestão eficientes e inovadores mas, desde que os direitos constitucionais sejam preservados. O conservadorismo brasileiro por defender a constitucionalidade não se oporia ao estado de bem estar social.


2-   Defesa da cosmovisão judaico-cristã, e de seus valores fundamentais como valores fundantes da sociedade ocidental.
O Estado é laico, mas a nação é majoritariamente cristã. Isto significa que a cosmovisão judaico-cristã é matriz cultural do povo brasileiro e deve ser respeitada. O que significa para nós a valoração da vida, defesa da família tradicional, busca da verdade por meio da ciência, filosofia e teologia. Reconhecimento da autoridade do Estado como divinamente instituído e racionalmente necessário.

Defesa da liberdade de culto, de proclamação da fé. Defesa das minorias, étnicas, religiosas e sociais ao mesmo tempo, em que entendemos que o Estado deve respeitar o ”modus vivendi” das amplas maiorias, sem interferir, ou alterar sua livre expressão. Uma política de direitos humanos, que defenda a vida desde a concepção e que valorize os deficientes, os idosos, as crianças, as mulheres e os mais vulneráveis socialmente com efetivos projetos de desenvolvimento e não meras políticas assistencialistas.

A compreensão de que a expressão dos valores cristãos na esfera pública não são nocivos a vida em sociedade, mas sim as bases de uma sociedade justa, democrática e que respeita os direitos humanos.

3-   Defesa da soberania nacional e segurança pública.
É preciso retomar a política de fortalecimento do exército, da polícia e das fronteiras. Combater o crime organizado e o narcotráfico, por meio da integração das forças policiais e cooperação internacional. Reestabelecer as alianças norte-sul, tendo os Estados Unidos como aliado estratégico e comercial no continente. Estabelecer nas Américas a integração, evitando tensões e eventuais conflitos no continente. 

Assumir o protagonismo internacional, na luta pela democracia e respeito aos direitos humanos ao redor do mundo. Promover em países de fala portuguesa uma parceria visando a promoção da cultura, educação e fomento na economia. Estabelecer sanções a países que não permitam liberdades civis e não respeitem direitos trabalhistas. Defesa da soberania nacional e proteção das fronteiras marítimas, terrestres e sobretudo das reservas legais, em especial a Amazônia brasileira.

4-   Defesa de uma reforma educacional.
É preciso uma ampla reforma educacional. Esta reforma educacional precisa ser no âmbito dos valores, currículos e competências. A família precisa voltar a ter protagonismo na formação dos valores e moral dos filhos, podendo inclusive optar pela formação educacional dos mesmos. Tal opção se dará no âmbito escolha das instituições educacionais, ou na adoção de políticas públicas que contemplem parcerias com instituições religiosas e filantrópicas a critério dos pais, ou comunidade, para auxiliar na educação moral e religiosa. O protagonismo dos pais no processo educacional precisa ser retomado como política de fortalecimento e valoração da família. 

Nas escolas é preciso voltar a exigir alto grau de investimento e qualificação dos professores estabelecendo metas, promovendo remuneração diferenciada e proporcional a qualificação e mérito. Os professores precisam ser valorizados e a infraestrutura das escolas precisa ser compatível com os padrões de excelência europeus.  O currículo precisa valorizar a matemática, e a gramática e os livros didáticos precisam valorizar a leitura dos clássicos. O ensino do inglês e espanhol deverão ser obrigatórios e a sua qualidade deverá ser compatível com os cursos ofertados escolas de idiomas particulares, em caso excepcionais, as mesmas poderão prestar serviço por meio de parcerias público-privadas. 

Os alunos deverão aprender constituição, serem capazes de ler e fazer resenhas críticas e qualificados para ocuparem posições nas mais elevadas esferas da sociedade conforme sua vocação. No ensino médio poderão optar por uma área de especialidade e possuir formação diferenciada com matérias optativas e aulas de reforço para a referida área de estudo. Todas as escolas de ensino médio serão convertidas em escolas técnicas. Sendo consideradas pré-universidades.  No nível universitário parcerias com as melhores instituições internacionais, para a melhoria e reforma do ensino universitário brasileiro e formação dos docentes. Podendo ser promovidos intercâmbios e a dupla-titulação. Parcerias público-privadas e ênfase na pesquisa e inovação. 

Em linhas gerais a reforma educacional levará em consideração a competência da família para a educação, a competência da escola e universidade para o ensino, e a competência do Estado para garantir constitucionalmente a formação integral do ser humano com vistas a cidadania.

Manoel G. Delgado Júnior

Se estas quatro teses, fossem o ponto de partida para um movimento conservador haveria o consenso mínimo? O que você manteria? O que você retiraria? O que você acrescentaria por considerar fundamental para o movimento conservador brasileiro? Que outras áreas ou teses deveriam ou poderiam ser consideradas?


07 março, 2016

BRIGAS CONJUGAIS: SUPERANDO CONFLITOS COM A PALAVRA DE DEUS.


BRIGAS CONJUGAIS: SUPERANDO CONFLITOS COM A PALAVRA DE DEUS.
Por Manoel G. Delgado Júnior. 

Dizem que em briga de marido e mulher ninguém põe a colher! Será mesmo? Creio que a Palavra de Deus tem princípios extraordinários para aqueles casais que desejam superar os conflitos e as tensões do dia a dia. 

Na epístola de Paulo ao Efésios no capítulo quatro versos dezessete a trinta e dois Paulo expõe as características da vida de um cristão redimido. Dentre os vários princípios destacamos quatro que se aplicam ao contexto dos relacionamentos de modo geral e do casamento de modo particular.

PROTEJA AS LINHAS DE COMUNICAÇÃO. Não devemos dar lugar ao diabo. Se tem uma coisa que o inimigo vai tentar fazer se tiver uma oportunidade é destruir as linhas de comunicação. Na guerra se um exército perde as linhas de comunicação ele perde a batalha. Graig Hill no seu famoso curso sobre casamento e família, o VEREDAS ANTIGAS, menciona uma experiência de briga conjugal bastante emblemático. Não me lembro da experiência detalhadamente, mas pelo que me recordo era mais ou menos assim: O Marido decidiu levar a esposa e os filhos para uma sorveteria muito cara, a mesma que a sua querida sempre mencionava, um desejo de consumo. Ele preparou então um convite especial entregou a sua amada e a levou até aquele belo local. A esposa maravilhada, se sentou e também seus filhos ali se aninharam para esperar o pedido. O marido considerando-se muito atencioso e com o propósito de agradá-la ainda mais pensou consigo mesmo: -Minha esposa é muito econômica, para não dizer pão dura! Creio que traze-la neste lugar tão caro foi uma ousadia. Ela pode estar preocupada com os preços elevados dos do cardápio. Vou agora pedir o sorvete mais em conta do local assim, ela vai saber que me importo com ela. Ele pede o item mais barato do cardápio. Ela se ofende profundamente pensando: -Então este é o valor que eu tenho para ele? Ele percebe que algo está errado no semblante dela, e acaba descontando nas crianças, ela por sua vez, defende as crianças, não demora uma briga acontece.

CUIDADO COM AS PALAVRAS. Devemos evitar palavras torpes, devemos falar para a edificação. Cuidado com uso de suas palavras. Cuidando com as afirmações que você faz do seu cônjuge. Substitua a acusação por eu me senti desta maneira, eu imaginei que isto poderia estar acontecendo. Palavras duras podem ser pedras atiradas nos vitrais da vida conjugal. Uma vez atiradas podem trazer um grande prejuízo. Por exemplo casais centrados na Palavra não mencionam o divórcio.

HONRE SEMPRE, COBRE DEPOIS, LEVE SEMPRE DIANTE DE DEUS. Casais inteligentes mesmo brigados continuam se honrando. Pois existe um princípio de respeito na instituição matrimonial. Não exponha para os outros as falhas de caráter do seu cônjuge, não faça piada de suas incoerências, futilidades e vícios. Honre em público, cobre no particular, apresente sempre diante de Deus em oração. Certa vez, nossos amigos se reuniram comigo e minha esposa, éramos recém casados. A Anna ainda não havia nascido. Os nossos amigos nos colocaram contra a parede dizendo: Não vamos mais sair com vocês! Por qual razão nós perguntamos? Eles disseram vocês brigam demais, se depreciam demais, não estão se respeitando. Se for para ser assim toda noite, nós não queremos mais sair com vocês. Não estávamos nos honrando, não estávamos nos respeitando. Estávamos totalmente errados. Graças a Deus alguém nos corrigiu!

PERDOE RAPIDAMENTE. Não deixe o sol se pôr sobre a vossa ira. Perdoe no mesmo dia! Restaure rapidamente. Não faça o jogo do silêncio. Lembre-se a noite mais longa da sua vida é aquela depois de uma briga sem reconciliação. Me lembro de quando era pequeno e os meus pais brigavam. Eles costumavam ficar sem se falar. Como eu era o caçula e ainda criança ficava no meio da guerra fria. Meu pai queria perguntar alguma coisa para minha mãe e dizia: - Júnior fala para a sua mãe que acabou o café! Minha mãe estava ali do lado eu tentava questionar... mas o meu pai me dizia: Eu já falei para falar para a sua mãe! E me voltava para a minha mãe e quando começava a falar ela gritava respondendo: - Eu não sou surda! E então prosseguia: - Diga para o seu pai que se ele quer mais café ele mesmo que faça... Quando um casal briga todos sofrem. Mas o casal sofre ainda mais. Busquem restaurar no mesmo dia. Perdoem rapidamente.



ACABE COM A MURMURAÇÃO OU ELA ACABA COM VOCÊ!


E não murmureis, como também alguns deles murmuraram, e pereceram pelo destruidor. Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos. 1 Coríntios 10:10-11

O Senhor tem grandes promessas para o seu povo. Ao longo da história ele tem revelado o beneplácito de sua vontade, através de seus atos redentores. No Éden, nos dias de Noé, no chamado dos patriarcas, no êxodo. Tudo seguindo uma linha coerente, consistente, da auto proclamação de Deus. O senhor, nosso Deus é o Deus da aliança.

A revelação de Deus é orgânica e progressiva. O ápice desta revelação é Cristo, o mediador de uma nova aliança, o mistério oculto, agora revelado. Todas as promessas de Deus apontam para Ele. Ele é o cumprimento de todas elas.
Toda as histórias do povo de Deus são a nossa história. Todas as suas experiências nos dizem respeito. Pois através delas o Senhor exorta a nossa geração, a sua igreja, sobre quem já são chegados os fins dos séculos. (ICor.10:11)

Dentre estas exortações bíblicas Paulo (ICor.10:10) menciona o risco mortal que murmuração representa para o povo de Deus. Sua alusão é ao episódio do Êxodo, quando a nação de Israel murmurou contra o Senhor, e atraiu para si severa destruição. Ao ponto de naquela geração as promessas Deus não serem concretizadas. Por 40 anos a nação peregrinou pelo deserto e pereceu em disciplina, pela mão do Senhor.

O livro de Números registra um episódio em que a murmuração de dez dos doze príncipes da nação de Israel, enviados por Moisés para espiarem a terra de Canaã trouxe severas consequências. Estes 10 principes retornaram com um relatório desanimador, contaminado todo o povo, que por sua vez, murmurou contra o Senhor e contra Moisés, contra as promessas e livramentos do Senhor. Josué e Calebe os outros dois príncipes tiveram uma postura diferente, eles enxergaram as circunstancias sobre a perspectiva das promessas de Deus e foram os únicos daquela geração a alcançar a terra e herdando as promessas.

Mas o que é murmuração? Murmuração é uma postura de maldizer o propósito de Deus, zombar de sua graça e duvidar de suas promessas. É ridicularizar a sua liderança, sabedoria, bondade e favor. Murmuração é pecado dos lábios, é uso iníquo da influência e da língua dentro do povo de Deus. É a morte pala palavra. É contagiosa e pode trazer a destruição que vem de Deus. É maldosa pois pode incitar a sedição contra Deus e contra as ordenanças e lideranças estabelecidas por ele.

Como reagir a murmuração? Devemos fugir dela, confronta-la com uma atitude de fé. Impedir a sua difusão.